A História da Häagen-Dazs

Häagen-Dazs é uma das marcas mais famosas de sorvete do mundo — participou inclusive da polêmica política brasileira quando entrou para a lista de pedidos do jatinho presidencial. Além disso a história é um caso famoso de marketing, principalmente por causa de seu nome.

A empresa foi criada Reuben Mattus, um jovem judeu polonês que imigrou com a família para os EUA aos 5 anos. Ele trabalhava na empresa da família ajudando a produzir  vender picolés de frutas no bairro do Bronx, na cidade de Nova York.

Em 1961, Mattus, juntamente com sua mulher Rose, resolveu abrir seu próprio negócio. Acredite ou não, seu objetivo era criar um produto de qualidade que fizesse contraponto ao mercado da época que, para ele, estava decaindo em qualidade devido à adição de estabilizantes, aditivos, preservativos e quantidades excessivas de ar para aumentar o volume.

Os primeiros sorvetes eram à base de creme de leite e tinha apenas 3 sabores: baunilha, chocolate e café. Como sua ideia usar os melhores ingredientes, ele usava chocolate da Bélgica, café da Colômbia, enquanto a baunilha era importada da ilha de Madagascar.

Mas antes de ser Häagen-Dazs a marca foi então batizada de Senator Frozen. A mudança do nome veio para valorizar o produto, que pela origem dos ingredientes era mais caro do que o padrão do mercado.

Häagen-Dazs é um nome completamente inventado. A palavra não existe em nenhuma língua, mas foi feita para soar como se fosse dinamarquesa,  além da Dinamarca ser então reconhecida pela alta qualidade de seu leite (principal ingrediente do sorvete), os países escandinavos tinham uma boa imagem nos Estados Unidos. Isso é chamado em marketing de “foreign branding” — a ideia de agregar valor a uma marca caracterizando-a como estrangeira.

Em nenhum momento a marca criou uma história explicitamente falsa, mas aAlém do nome, havia detalhes nos rótulos que induziam a ideia de que o produto não era americano. Os primeiros rótulos com o novo nome, por exemplo, traziam o mapa da Dinamarca e o nome das cidades de Copenhagen e Oslo (Noruega).

Em 1973, a marca já estava em todo território dos EUA, e 3 anos mais tarde abriu sua primeira loja própria em Nova York. Este foi mais um passo para a explosão de crescimento da empresa. Em 1983 a marca foi vendida para para a Pillsbury Company por US$ 70 milhões e hoje é um fenômeno global. Em algum momento desta história, porém o compromisso por um sorvete sem aditivos se perdeu, porém comparando a lista de ingredientes com similares, a marca ainda parece estar à frente.

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