História da Confeitaria Artística

A confeitaria artística, também conhecida como cake design ou sugarcraft, é a arte de decorar bolos e doces com pastas de açúcar e glacês reais, produzindo peças espetaculares. Os resultados podem realmente ser surpreendentes, algumas vezes quase desafiando as leis da física.

Embora a Inglaterra seja muitas vezes apontada como berço da confeitaria artística, acredita-se que tenha sido a Itália a precursora na arte dos bolos decorados. Assim como o sorvete (veja aqui a história do sorvete) e incontáveis outros doces, a decoração artística foi introduzida por Caterina de Medici na corte francesa quando ela se casou com o duque de Orleans (que depois se tornou rei da França). Seu dote foram seus talentosos confeiteiros, os quais criaram, de maneira a refletir a grandiosidade do evento, o primeiro bolo em andares da história.

Futuramente, já no século XX, surgiria a tradição dos bolos de três andares, cada um representando uma aliança entre o casal: o noivado, o casamento e a eternidade.
Somente em 1660 essa arte chegou à Inglaterra, quando o rei Charles II voltou à pátria para reclamar seu trono e levou consigo um grupo de habilidosos confeiteiros franceses. A partir de então, a Inglaterra passou a desenvolver cada vez mais as técnicas de decoração com glacê real, que era usado inclusive para revestir o bolo. Daí o costume de os noivos cortarem juntos a primeira fatia de bolo, a rígida cobertura de açúcar era muito dura e a noiva precisava de ajuda para rompê-la.

Apesar de ter aumentado muito o interesse pela confeitaria artística no Brasil nos últimos anos, esta é uma arte que faz parte das festas e casamentos brasileiros há muito tempo. Já em 1904, o Barão da Aliança ofereceu um banquete em sua fazenda ao futuro presidente do Brasil, Nilo Peçanha. Ao final do jantar foi servido um bolo recheado com ganache, batizado de Gâteau Suprême, minuciosamente decorado com pasta de açúcar e glacê real.

De la pra cá confeitaria brasileira tornou-se mais um exemplo de produto estrangeiro que foi adaptado à realidade brasileira, fazendo nascer algo ainda melhor. Os bolos antes precisavam ser muito firmes e secos para conseguir agüentar todo o peso das decorações de açúcar, algo que vemos ainda hoje em muitos lugares. Mas aqui foram desenvolvidas receitas e técnicas de decoração que nos permitem ter, hoje, um bolo macio, úmido e finamente decorado, algo que em outros países parece uma contradição.

Leia aqui sobre a história da confeitaria na Europa, e a história da confeitaria no Brasil.

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