A história da Kibon no BrasilTempo de leitura: 3 min

Já falamos algumas curiosidades do sorvete no Brasil, mas vamos entender um pouco mais. Como falamos, durante décadas a produção de sorvete no Brasil foi artesanal, até a chegada da Kibon!

A sua produção, claro, não começou aqui no Brasil. A empresa que (então chamada U.S. Harkson) era a subsidiária de uma companhia norte-americana em Xangai e produzia ovos desidratados. Para compensar, no entanto, períodos de baixa na produção durante o verão, eles incluíram um novo produto no portfólio: picolés. O sucesso foi tão grande que chegaram a vender 3 milhões em um fim de semana.

Mas as tensões bélicas entre China e Japão fizeram a companhia buscar águas mais calmas, e em 1941 vieram para o Rio de Janeiro. Sob o nome Sorvex Kibon, os dois primeiros lançamentos se converteriam foram já os clássicos da nossa infância: sorvete Eskibon e o picolé Chicabon.

imagem2
kibon chicabon 1

Logo a marca estava de norte a sul do país, mas ainda enfrentava uma barreira cultural: para a maioria dos brasileiros sorvete é uma compra de impulso, uma guloseimas que nos permitimos, e principalmente no verão. Por isso as campanhas da marcas mostravam o sorvete como um alimento nutritivo, que poderia ser a sobremesa da família, e não apenas uma indulgência de infância. Isso não é nem um pouco absurdo, é assim, por exemplo que os italianos veem o sorvete. E isso faz muito sentido se pensarmos em um sorvete de bons ingredientes, feito sem gordura hidrogenada, com leite de boa proveniência e sem aditivos ou excesso de açúcar. O problema é que em geral, esses são características de poucas marcas no mercado, e em geral, marcas artesanais, não?

00ee55878c53ee3175eca51f2653fef7

Foram essas campanhas que hoje conhecemos as embalagens de supermercado aceiras — sim isso também foi invenção da Kibon no Brasil! Elas primeiro foram desenhadas em latas, e depois as embalagens plásticas que conhecemos. Sempre com a ideia que uma vez acabado o sorvete, a embalagem poderia guardar outros mantimentos.

Hoje a Kibon, comprada pela Unilever (na época Gessy Lever), ainda possui grande fatia do mercado das comprar para a casa, e apesar de ter influenciado muito nosso gosto, os hábitos dos brasileiros ainda não mudaram tanto. Talvez seja uma questão de focar menos na compra, e mais em produzir sorvetes que de fato sejam alimentos nutritivos, mas mais sobre isso em outro momento.

Compartilhe este post

Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest
Share on print
Share on email