Escola Sorvete

Ano passado conheci a Escola Sorvete e, por mais que tenha ficado encantada pelo o que experimentei (afinal, sorvete é uma melhores coisas da vida), a melhor parte da visita foi conversar com seu fundador, Francisco Sant´Ana, que traz a contracultura para o mundo do sorvete.

Francisco Sant´Ana tem um curriculum impressionante. Fluente em 5 línguas e com passagem em uma dezena de países, ele se formou no ICIF do Rio Grande do Sul e especializou-se nas conceituadas Escuela de Pasteleros Mausi Sebess, em Buenos Aires, e na Escuela Universitaria de Hotelaría y Turismo de Sant Pol de Mar, na Espanha. Em seguida ganhou uma bolsa de estudos na École Nationale Supérieure de la Pâtisserie, na França, adquiriu o Certificat d’Aptitude Professionnelle (CAP) e tornou-se o primeiro assistente estrangeiro da Instituição. Mas todas essas honras são, sinceramente a parte menos interessante sobre ele.

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Antes de encontrar a gastronomia, Francisco se formou em Geografia na USP e trabalhou por anos em cargos governamentais, só para entender que seu idealismo não casava bem com os mecanismos do poder. Ele pode ter mudado a carreira, mas não de propósito. Basta 5 min de conversa para perceber que Francisco não vê fazer sorvete apenas como uma possibilidade de agradar o paladar, mas também como uma possibilidade de gerar mudança.

Além de não usar aditivos, criando produtos honestos, naturais, feitos a partir de frutas frescas, bons chocolates e leite, a Escola Sorvete busca estimular o empreendedorismo brasileiro no mercado do sorvete. Mas também vai além. Com sua ajuda e mentoria, a comunidade de Heliópolis vai inaugurar sua própria fábrica de sorvetes artesanais, criando uma foco de geração de emprego e renda, sem falar, sorvete de qualidade fora do pólo econômico paulistano. A Escola Sorvete forneceu todo o maquinário, além dos cursos profissionalizantes, e estabeleceu uma parceria com o banco de alimentos do CEAGESP, que fornecerá toda a matéria prima para a produção, e com o Movimento dos Moradores Sem Teto do Ipiranga (MSTI), responsável por selecionar os interessados e registrá-los em esquema cooperativa.

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Vale ressaltar que os maquinários não foram uma doação, mas sim um empréstimo. Uma vez que a fábrica estiver funcionando e gerando lucro, o pagamento será feito, porém não a Escola, mas sim com a compra de um maquinário para uma comunidade vizinha. O sonho de Francisco é gerar uma rede em que a cada 6 meses uma nova fábrica seja inaugurada. Para ele, isso é usar sorvete para criar um movimento de contracultura, fazendo com que novas sorveterias de qualidade nasçam não só em bairros nobres, mas em regiões e comunidades desfocadas.

Gostou? Dá uma olhada nos cursos da Escola Sorvete no site.

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Dica de Receita
E para quem está procurando um sorvete fácil e saudável para fazer em casa, você pode fazer isso só com frutas sabia? É só congelar bananas bem maduras — assim elas adoçam naturalmente e você não precisa usar açúcar —, e se preferir congele-as já cortadas para facilitar. Depois bata-as em um mixer! Se quiser variar o sabor, junte outras frutas congeladas,

Artigo originalmente publicado no site São Paulo Saudável